sábado, 26 de novembro de 2011

Troca do Óleo do Cubo Traseiro

Tudo o que eu precisei saber sobre a troca de óleo do cubo traseiro (rear hub / gear box / transmissão final) estava neste video:


Com base no que assistí, seguem as minhas próprias soluções.

Um recipiente para recolher o óleo antigo:

Recipiente para recolher o óleo antigo posicionado (lembre-se de colocar um apoio no fundo para q ele não escorregue):

A ferramenta mais adequada que encontrei para remover o parafuso do dreno, uma chave hallen de 6mm maior que o convencional e com empunhadura (custou R$15 no Leroy):

Close do parafuso do dreno já retirado. Repare na arruela, e cuidado para não perdê-la, ela precisa estar aí posicionada qdo o parafuso for recolocado:

Óleo velho escorrendo:

Todo o óleo antigo já retirado. Esse óleo tinha uma coloração verde bem escura, e um cheiro bem forte:

Esse é o óleo 100% sintético 75W85 GL-4 que encontrei, especificação retirada do manual de serviço da Piaggio Fly 150, um ACDelco 75W85 cod 94728699, que comprei numa concessionária GM por R$110:

Copo descartável de 200ml com o 75W85 ACDelco, de cor avermelhada e com cheiro bem fraco:

Com uma seringa de 20ml comprada por R$4 numa farmácia, coloquei o óleo até que o nível ficasse adequado. Foram 120ml do óleo 100% sintético 75W85 GL-4:

O que sobrou dentro do copo descartável e a seringa de 20ml utilizada:

No caso da Prima 150, foram necessários 120ml para fazer com que o nível ficasse adequado na vareta. Como comparação, a Piaggio Fly 150 utiliza 200ml, e a Vespa LX 150 comporta 100ml - sendo q essas 2 scooters tem basicamente o mesmo conjunto carburador/motor/transmissão usado na Prima 150.

Manutenção feita, uma limpeza geral, principalmente na tampa da transmissão, que vinha apresentando um certo vazamento em função da quantidade excessiva de óleo com que ela veio da concessionária:

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Consumo

5300 Km rodados, 27 Km/L (tanque de Shell V-Power)

percebí que o consumo piorou ligeiramente, mas a moto parece estar mais "forte", com o motor mais "solto" conforme a quilometragem aumenta

domingo, 20 de novembro de 2011

Troca do Óleo

http://play.google.com/store/apps/details?id=net.tiua.fallingbird


Tudo o que eu precisei saber sobre como fazer a troca de óleo da minha Prima 150 estava nestes 2 vídeos:





Como não tinha uma ferramenta adequada para remover/fixar o filtro de óleo, recorrí à uma abraçadeira ajustável de 2 polegadas. Um pouco de paciência e uma chave de fenda e... voi lá:



Depois de tentar muito tirar o dreno do óleo com uma chave "normal", recorrí à um extensor que encontrei no Leroy Merlin por R$48. Um cano de ferro teria tido o mesmo efeito, mas estava eu com pressa (porca hexagonal de 24mm):


E as fotos à seguir são só registros do processo:










O óleo utilizado foi um Mobil Super SAE 5W40 API SN 100% sintético, que custou ~ R$ 33 o litro na Voli Auto peças (1,1 L)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Escapamento Rachado

Com 4300 Km rodados, o escapamento rachou:



Notem que não há marca de pancada, rachou pela tensão mecânica entre o acoplamento com o motor e o quadro, ou pela temperatura mesmo. Rachou bem junto ao suporte do protetor do escapamento.

Um escapamento novo na revenda custa R$850 e leva em média 10 dias para chegar. Se for usar a garantia, tem que deixar a moto lá por tempo indeterminado, pois eles tem q fazer a "perícia" na peça.

Eu mesmo removi e levei-o para soldar, saiu por R$30 (solda MIG, a recomendada pra ficar "bem feito"). Quem tiver o mesmo problema, é só procurar por alguma loja de "escapamentos especiais" que disponha de solda MIG (arco voltaico).



Existe ainda a possibilidade de mandar fazer um escape de inox, o que iria até valorizar a moto, e ainda custaria a metade do que a Kasinski cobra por um escape novo. Mas no momento fiquei feliz por gastar muito menos do que gastaria na Kasinski, mesmo que eles cobrissem a peça na garantia (lembrem-se: a garantia é só das peças... não inclui mão de obra).

Para mexer nas porcas que prendem o escapamento ao motor, utilize uma chave de biela em L de 10mm como esta:


Use a perna curta do L para mexer na porca q fica pro lado onde o escapamento vira, e a perna longa pra mexer na outra porca. Soltar ou apertar estes parafusos sem essa chave é um pesadelo...

Outra dica: ande sempre com essa chave no compartimento sob o assento, pois se o pneu traseiro furar, é preciso tirar o escapamento para remover o pneu - e nem todo borracheiro deve ter uma dessas à mão.

UPDATE FEV/2012


O Edson Paniago (Epaniago do fórum Motonline) foi bem mais caprichoso que eu, e quando seu escapamento rachou, mandou cortar no pé do escape (onde todas estão quebrando), e mandou tornear a emenda para os 4 parafusos do escape da Honda Twister 250, aproveitando os mesmos protetores do escape quebrado. Com o escape da Twister 250, relatou que a Prima 150 ficou com ronco mais grosso e silencioso, além de ganhar em desempenho. Ficou ótimo, veja abaixo as fotos tiradas por ele:

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Erro de Leitura do Hodômetro

Fiz um teste para determinar o desvio entre o registro do hodômetro e a distância real percorrida.

hodômetro: 31.6 km
GPS: 28 km

28 / 31.6 = 0.886 (coeficiente de ajuste do hodômetro para distancia real) ou -11.4%

Isto significa a quilometragem total registrada no hodômetro é pelo menos 11% superior à quilometragem rodada real.

Por exemplo, se 3,000 Km são indicados no hodômetro, a quilometragem total real seria de aproximadamente 2.658 Km (3.000 x 0.886).

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Consumo

2600 Km rodados, consumo 32.3 Km/L (tanque de Shell V-Power)

A melhoria no consumo deve-se principalmente à alteração do percurso diário, que era mais urbano e de aprox 25 km/dia, para um mais rodoviário e de aprox 60 km/dia, com média de velocidade muito mais alta.

sábado, 30 de julho de 2011

Freio Dianteiro

A Prima 150 vem equipada com freio dianteiro à disco flutuante "pinça" de cilindro único (floating brake calliper). Além da carenagem, este é um dos poucos componentes da Prima que difere bastante da Piaggio Fly 150 e da Vespa LX 150.


Ocorre que o meu freio dianteiro começou a apresentar muitos barulhos logo após os 1000km rodados. Não era o barulho de pastilha que normalmente ocorre com freios à disco, mas um barulho como se as pastilhas estivessem soltas e batendo contra o disco. Também ocorria de o freio não soltar totalmente a roda após o acionamento e liberação do manete, o que era percebido como um "tec tec tec" nos primeiros giros da roda após a frenagem. Uma causa provável para o problema é sujeira "dura" acumulada no cilindro.

Tendo ido à revenda/concessionária, citado o sintoma e ouvido do mecânico um solene "não é nada", após muita pesquisa para entender o funcionamento deste tipo de freio à disco, resolví fazer a verificação e limpeza eu mesmo. Então, à partir deste ponto, é importante frisar:

NÃO RECOMENDO À NINGUÉM QUE EXECUTE ESTES PROCEDIMENTOS, ELES ESTÃO AQUI APENAS PARA MEU PRÓPRIO REGISTRO E REFERÊNCIA.

O freio dianteiro é o sistema de segurança mais importante de uma moto. Ele é responsável por nada menos do que 70% da tarefa de parar o veículo, logo, seu correto funcionamento é de extrema importância.

O vídeo abaixo mostra basicamente como funciona o freio à disco "pinça":


O freio à disco é um sistema hidráulico que o usa um líquido especial, o "fluído de freio". Deve-se ter muita atenção ao manipulá-lo, pois é bastante tóxico e danifica a pintura e partes de plástico - então não deixe que ele escorra pelas partes da moto. Quando for necessário tirá-lo do sistema, deve-se armazená-lo e descartá-lo num local adequado, nunca no esgoto ou lixo comum.

Inspeção do Freio Dianteiro




Na foto abaixo dá pra ver nitidamente como o cilindro está bastante sujo:


Manutenção do Freio Dianteiro

Ou seja, foi preciso desmontar o freio e limpar o cilindro. Tudo deve ser feito com a moto apoiada sobre o cavalete central.

A primeira coisa a fazer é retirar as pastilhas de freio para permitir que o cilindro atinja um ponto de maior "ejeção".

Os 2 parafusos da foto abaixo fixam as pastilhas, sendo que há um lacre de segurança feito de uma chapinha metálica, q deve ter as abas "desentortadas" para permitir a remoção dos parafusos:



Observe essa chapinha no fundo, cuja função é pressionar as pastilhas:

As pastilhas de freio, após aprox 2000 km rodados, em bom estado:


Pastilhas retiradas, aciona-se umas 10 vezes o manete do freio, e o cilindro vai ser "ejetado" até uma posição bem mais alta do que originalmente, permitindo uma limpeza mais eficaz.

Em tese, seria possível limpar o cilindro sem ter que retirar o freio do sistema, o que tornaria o trabalho muito mais fácil, pois não seria necessário esvaziar o fluído de freio. Porém, no meu caso, não foi possível voltar o cilindro à posição inicial, mais retraído, de modo à permitir remontar as pastilhas e encaixar o freio de volta no disco e no garfo.

Por este motivo, o próximo passo é drenar o fluído de freio do sistema, para depois remover o "conector hidráulico" (indicado na 1a foto no início do artigo).

Para drenar o fluído de freio, abra a tampa do reservatório do fluído de freio, acessível conforme as fotos abaixo:



Depois remova os 2 parafusos que prendem o freio ao garfo; com ele solto vire-o, de modo que o respiro para sangramento torne-se o ponto mais baixo, e libere o parafuso do respiro para que o fluído caia dentro de um recipiente; deixe escorrer completamente. Agora é só retirar o parafuso do conector hidráulico para desconectar completamente o freio (dica: é mais fácil soltar esse parafuso se vc prender o freio no garfo ;-)

Agora que o freio foi completamente removido, pode ser lavado com uma escova de dentes, água e sabonete líquido (NUNCA UTILIZE ABRASIVOS NEM PASTA DE DENTE!!!)


O objetivo é limpar o cilindro, então procure evitar lavar próximo à pinça (onde estão as sanfonas de borracha). Tenha também cuidado para que a água não entre nos orifícios do conector hidráulico nem do respiro (é bom lavar com os parafusos nestes lugares).

Depois de lavado, seque a peça com um pano, coloque-a com o cilindro virado para cima e borrife WD-40 no cilindro e na pinça. Isto ajudará na lubrificação e secagem da peça. Não use "genéricos", use apenas WD-40, pois eles podem danificar as partes de borracha - inclusive o anel de vedação que fica dentro da peça. Deixe a peça descançar por pelo menos 15 minutos, para permitir que o WD-40 penetre bem entre o cilindro e o corpo da peça. Outro comentário importante é: nunca use WD-40 no freio depois que as pastilhas estiverem montadas, pois vc não gostaria de ter óleo atrapalhando a frenagem.

Remontagem do Freio

Essa é a parte mais trabalhosa e que exige maior atenção.

Primeiro, é preciso fazer com que o cilindro volte à posição original (retraído). No meu caso, foi preciso martelar com cuidado uma barra de ferro de 10cm de comprimento encaixada dentro do cilindro, com um pano enrolado na ponta, para não danificá-lo. Honestamente, quando encarei o desafio, se soubesse que isso seria necessário, provavelmente teria desistido... mas era tarde demais, já tinha começado e teria que terminar o serviço.

Isto feito o próximo passo é montar o conjunto, primeiro colocando a chapinha que pressiona as pastilhas, depois as pastilhas, o lacre dos parafusos, e finalmente os parafusos de fixação das pastilhas. Faça com que as pastilhas estejam paralelas e entre elas haja espaço para encaixar o disco de freio. Depois é montar o freio novamente no garfo, e fixar o conector hidráulico.

Muito bem, está tudo no lugar - mas o sistema é hidráulico e falta o fluído de freio. Há muitos tutoriais na internet sobre como trocar o fluído de freio, mas a maioria deles fala de como substituir um sistema que já tenha fluído, não um sistema vazio, como era o meu caso. Ao ser preenchido, um sistema vazio tem muito mais chances de ter bolhas de ar em seu interior, o que torna o processo de "sangria" muito mais longo e demorado; paciência aqui é fundamental para ter um freio eficiente.

a mangueira deve ter 1/4 polegada para encaixar no respiro para sangramento

O que eu fiz basicamente foi ir adicionando o fluido novo (Varga DOT-4) ao reservatório, com o respiro aberto, acionando o manete do freio várias vezes, até que fluído aparecesse na mangueira ligada ao respiro. Quando isso ocorreu, ainda foi necessário soltar os parafusos que prendem o freio ao garfo, e inclinar/mudar a posição do freio para fazer com que as bolhas presas lá dentro saísem pela mangueira. Mesmo assim, a moto permanecia completamente sem freio, indicando que ainda havia ar no sistema. Foi necessário soltar a abraçadeira de fixação do manete de freio (e também o painel de instrumentos) e deslocá-lo para cima e para o meio, para que o reservatório e a parte de cima do sistema pudessem liberar as bolhas lá represadas (sempre acionando o manete várias vezes). Muito cuidado ao fazer isso, para que o fluído não escorra e acabe danificando o painel. Conforme as bolhas de ar vão saindo, o nível do fluído vai baixando, e o freio voltando à "endurecer" como esperado. Após ter certeza de que não havia mais ar no sistema, fixei o manete na posição correta, completei o fluído até o nível e fechei o reservatório.

Remonte o painel e a frente, fixando parafusos sem exageros para não danificar a fixação. Uma chave phillips magnética é muito útil para não perder os parafusos dentro da carenagem frontal.

Os torques de fixação que eu usei foram os seguintes:

parafusos de fixação do freio no garfo: 24 Nm
parafuso do conector hidráulico no freio: 19 Nm
parafuso do respiro para sangramento: 7 Nm


Ah, já ia me esquecendo... PROBLEMA RESOLVIDO E FREIO DIANTEIRO MUITO MAIS EFICIENTE ;-)

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Inspeção e Limpeza do Filtro de Ar Principal






Limpeza do filtro (lavagem da espuma)

Recomendada à cada 6.000km, ou menos se as condições forem severas (terra ou longos percursos contínuos).

Use luvas, umideça a espuma (filtro), coloque uma boa quantidade de sabonete líquido ou detergente de cozinha e lave a espuma em agua corrente, apertando para formar bastante espuma, depois removendo toda a espuma com a água corrente (nunca torça, apenas aperte). Repita isso várias vezes. Ao final, aperte a espuma (NÃO TORÇA) para drenar a água, depois seque melhor com um pano.

Depois que a espuma estiver seca, expalhe nela algumas gotas do mesmo óleo usado no motor (5W40), digamos umas 20 gotas de cada lado (ou o fundo de um copo, pouquinho mesmo). É interessante espalhar bem o óleo na espuma apertando várias vezes. Ao final aperte novamente a espuma, desta vez usando toalhas de papel ao redor, para remover o excesso de óleo. O óleo funciona como um protetor e anti-umidade para a espuma.

Se a espuma estiver soltando pedaços, troque-a.


Melhoria no Projeto

Por uma questão de legislação ambiental, o vapor de óleo gerado pelo motor deve ser reenviado ao carburador para ser queimado. Como mostra o diagrama abaixo, isso é feito através de um duto/mangueira, que sai do coletor do vapor de óleo do motor, e se liga à caixa que abriga o filtro de ar:


A questão é que esse vapor impregna a espuma que faz a função de filtro de ar, e acaba inclusive por "melecar" o carburador e sujar a vela de ignição. A Suzuki Burgman 125 dispõe de uma caixa de condensação para o vapor de óleo que sai do motor no meio desse duto/mangueira, mostrada na foto abaixo:

(crédito da foto: Vanderlei do Emburgman.com / Eduardo Laure do Forum MotOnline.com)

O mestre Vanderlei do EmBurgman.com idealizou uma adaptação na Prima 150, de modo à inserir exatamente a mesma caixa de condensação usada na Burgman AN125 na Prima, desta maneira ajudando à preservar o carburador e aumentar a vida útil da vela de ignição, como mostrado na foto abaixo:

(crédito da foto: Vanderlei do Emburgman.com / Eduardo Laure do Forum MotOnline.com)

A peça indicada é a "caixa do respiro" / cod 1385537G00 do catálogo de peças da Suzuki Burgman AN125

Filtro de Ar Secundário (ou do SAS / Secondary Air System)

Do lado direito da moto há uma grade, dentro dela uma ventoinha que faz ventilação forçada. Parte do fluxo de ar vai ajudar à resfriar o motor, outra parte menor é usada para injetar ar limpo próximo à saída do escapamento do motor, antes do catalizador. O objetivo disso é exatamente melhorar a performance do catalizador, fazendo com que as reações lá dentro sejam otimizadas com a presença de ar limpo, o que diminui a emissão de poluentes. Removendo a grade há uma pequena espuma, é o filtro de ar secundário, cuja limpeza segue o mesmo processo e é recomendada à cada 12.000 Km.

Pode ser útil limpar esse filtro secundário antes de ir fazer a "Inspeção Veicular Ambiental" que algumas cidades como São Paulo tornaram obrigatória.