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domingo, 20 de novembro de 2011

Troca do Óleo

http://play.google.com/store/apps/details?id=net.tiua.fallingbird


Tudo o que eu precisei saber sobre como fazer a troca de óleo da minha Prima 150 estava nestes 2 vídeos:





Como não tinha uma ferramenta adequada para remover/fixar o filtro de óleo, recorrí à uma abraçadeira ajustável de 2 polegadas. Um pouco de paciência e uma chave de fenda e... voi lá:



Depois de tentar muito tirar o dreno do óleo com uma chave "normal", recorrí à um extensor que encontrei no Leroy Merlin por R$48. Um cano de ferro teria tido o mesmo efeito, mas estava eu com pressa (porca hexagonal de 24mm):


E as fotos à seguir são só registros do processo:










O óleo utilizado foi um Mobil Super SAE 5W40 API SN 100% sintético, que custou ~ R$ 33 o litro na Voli Auto peças (1,1 L)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mais um mito desvendado: óleo de motor de scooters é diferente do óleo do motor de carros

Não existe diferença.

O óleo do motor da Prima 150 é sim igual ao de um automóvel convencional, basta que atenda no mínimo SAE 5W40 API SG (ou superiores SH, SI, SJ, ...), por exemplo eu usei um Mobil Super SAE 5W40 API SN 100% sintético, que custou ~ R$ 33 o litro. Esse óleo não é encontrado em qualquer posto (e se encontrá-lo custará o dobro), mas uma grande autopeças o terá com certeza à um preço justo.

O erro é frequentemente cometido devido ao fato das motocicletas convencionais usarem o mesmo óleo para o motor e para a transmissão (engate das marchas, o cambio). Scooters se parecem mais com carros quando o assunto é transmissão, uma vez que usam CVT - a Honda chama de VMATIC mas é essencialmente a mesma coisa. Transmissão automática CVT é um dos sistemas mais eficientes tanto para carros quanto para motos, sendo q dentre elas apenas scooters o utilizam atualmente (2011).

Parte da transmissão CVT das scooters opera à seco (a polia/correia e as engrenagens cônicas), como mostra este video:



O fluido de transmissão lubrifica apenas o acoplamento final com a roda traseira - o cubo traseiro / rear hub - que tem um reservatório para óleo específico, onde se armazena apenas 200ml 120ml de um óleo 100% sintético - que no caso da Prima 150 é o SAE 75W/85 API GL4.

Os dados são do manual de serviço da Piaggio Fly 150 pg 20 "Table of Recommended Products".

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A especificação do óleo do motor: o mito do clima

http://play.google.com/store/apps/details?id=net.tiua.fallingbird


Está inscrito na carcaça do motor da Prima 150 a especificação do óleo para o qual ele foi projetado: 5W40, somente disponível 100% sintético



Um mito frequente é afirmar que "o óleo especificado pelo fabricante não serve para o clima brasileiro". Na verdade, isso é um erro cometido por mecânicos que não compreendem exatamente o que significa a especificação de viscosidade SAE de um óleo para motor. Pior que isso: a própria Kasinski no manual do proprietário recomenda o uso de um óleo para o qual esse motor não foi projetado, o 20W50 mineral.

Para uma explicação detalhada sobre a especificação de viscosidade SAE, sugiro a leitura deste artigo, seção "2) Especificação de viscosidade":
http://oleoparacarros.com.br/2011/03/o-que-significam-as-siglas-nas-embalagens-de-oleo-lubrificante

Basicamente, 5W40 significa que o óleo terá viscosidade 5 quando estiver frio, e 40 quando estiver quente. Ou seja, se você usar um óleo 20W50, ele é 4x mais viscoso que o 5W40 no momento da partida, quando o motor e o óleo estão frios. Oras, esse é justamente o momento em que o motor mais precisa de lubrificação!!! O detalhe é que usando 20W50 num motor projetado para usar 5W40, os problemas não aprecem na hora, mas ele vai se desgastar muito mais rápido.

Ou seja: utilizar um óleo fora da especificação de projeto do motor fará com que a vida útil dele seja menor. Isso pode ser bom para as concessionárias e oficinas mecânicas, mas é péssimo negócio para o proprietário.

Se por um lado utilizar o óleo 100% sintético 5W40 para o qual o motor foi projetado aumenta a vida útil dele, por outro a montadora Kasinski ameaça seus consumidores com a perda de garantia, caso não seja utilizado o óleo 20W50 mineral recomendado no manual do proprietário. Entre a duvidosa garantia oferecida pela Kasinski e o uso do óleo especificado pelo fabricante (a chinesa Zongshen), minha opção foi por respeitar os engenheiros que projetaram o motor. Faça a sua opção, por sua conta e risco.

UPDATE: graças ao Diego Rodrigues do forum motonline, que entrou em contato com a montadora, o erro da especificação no manual foi admitido, e agora o óleo do motor oficialmente recomendado é o 100% sintético 5W40 API SG (ou SH, SI, SJ ...). Você proprietário da Prima 150, fique atento e exija que a revenda utilize o óleo correto, e caso se recusem, informe o SAC da Kasinski.

domingo, 22 de maio de 2011

Checagem do Óleo

O manual sugere que se faça a verificação diária do nível do óleo do motor. Uma vez que isso obviamente é inviável, eu procuro fazer a verificação do nível do óleo do motor e da transmissão semanalmente.

As varetas devem ser removidas e apertadas com a mão, sem exageros. A moto deve estar sobre o cavalete central, nunca no pé de apoio lateral. Deixe ela funcionando por aproximadamente 5 minutos, desligue, aguarde outros 3 minutos e proceda a verificação do nível do óleo do motor:



Para verificação do nível do óleo da transmissão:



Durante a verificação da minha qdo estava com aprox 850km rodados, percebí que um pouco do óleo da transmissão foi expelido pelo respiro (circulado em amarelo abaixo).


Na verdade o cubo traseiro veio com óleo demais, não sei se por culpa da montadora (Manaus) ou da CC/revenda. Esse reservatório deve conter apenas 200ml 120ml de óleo 100% sintético 75W85 GL-4 (p.ex: o ACDelco 75W85 cod 94728699, encontrado em concessionárias GM). O nível ideal é indicado por uma bolinha marcada na ponta da vareta do óleo da transmissão.