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quarta-feira, 13 de julho de 2011

A especificação do óleo do motor: o mito do clima

http://play.google.com/store/apps/details?id=net.tiua.fallingbird


Está inscrito na carcaça do motor da Prima 150 a especificação do óleo para o qual ele foi projetado: 5W40, somente disponível 100% sintético



Um mito frequente é afirmar que "o óleo especificado pelo fabricante não serve para o clima brasileiro". Na verdade, isso é um erro cometido por mecânicos que não compreendem exatamente o que significa a especificação de viscosidade SAE de um óleo para motor. Pior que isso: a própria Kasinski no manual do proprietário recomenda o uso de um óleo para o qual esse motor não foi projetado, o 20W50 mineral.

Para uma explicação detalhada sobre a especificação de viscosidade SAE, sugiro a leitura deste artigo, seção "2) Especificação de viscosidade":
http://oleoparacarros.com.br/2011/03/o-que-significam-as-siglas-nas-embalagens-de-oleo-lubrificante

Basicamente, 5W40 significa que o óleo terá viscosidade 5 quando estiver frio, e 40 quando estiver quente. Ou seja, se você usar um óleo 20W50, ele é 4x mais viscoso que o 5W40 no momento da partida, quando o motor e o óleo estão frios. Oras, esse é justamente o momento em que o motor mais precisa de lubrificação!!! O detalhe é que usando 20W50 num motor projetado para usar 5W40, os problemas não aprecem na hora, mas ele vai se desgastar muito mais rápido.

Ou seja: utilizar um óleo fora da especificação de projeto do motor fará com que a vida útil dele seja menor. Isso pode ser bom para as concessionárias e oficinas mecânicas, mas é péssimo negócio para o proprietário.

Se por um lado utilizar o óleo 100% sintético 5W40 para o qual o motor foi projetado aumenta a vida útil dele, por outro a montadora Kasinski ameaça seus consumidores com a perda de garantia, caso não seja utilizado o óleo 20W50 mineral recomendado no manual do proprietário. Entre a duvidosa garantia oferecida pela Kasinski e o uso do óleo especificado pelo fabricante (a chinesa Zongshen), minha opção foi por respeitar os engenheiros que projetaram o motor. Faça a sua opção, por sua conta e risco.

UPDATE: graças ao Diego Rodrigues do forum motonline, que entrou em contato com a montadora, o erro da especificação no manual foi admitido, e agora o óleo do motor oficialmente recomendado é o 100% sintético 5W40 API SG (ou SH, SI, SJ ...). Você proprietário da Prima 150, fique atento e exija que a revenda utilize o óleo correto, e caso se recusem, informe o SAC da Kasinski.

domingo, 22 de maio de 2011

Checagem do Óleo

O manual sugere que se faça a verificação diária do nível do óleo do motor. Uma vez que isso obviamente é inviável, eu procuro fazer a verificação do nível do óleo do motor e da transmissão semanalmente.

As varetas devem ser removidas e apertadas com a mão, sem exageros. A moto deve estar sobre o cavalete central, nunca no pé de apoio lateral. Deixe ela funcionando por aproximadamente 5 minutos, desligue, aguarde outros 3 minutos e proceda a verificação do nível do óleo do motor:



Para verificação do nível do óleo da transmissão:



Durante a verificação da minha qdo estava com aprox 850km rodados, percebí que um pouco do óleo da transmissão foi expelido pelo respiro (circulado em amarelo abaixo).


Na verdade o cubo traseiro veio com óleo demais, não sei se por culpa da montadora (Manaus) ou da CC/revenda. Esse reservatório deve conter apenas 200ml 120ml de óleo 100% sintético 75W85 GL-4 (p.ex: o ACDelco 75W85 cod 94728699, encontrado em concessionárias GM). O nível ideal é indicado por uma bolinha marcada na ponta da vareta do óleo da transmissão.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ajuste do Ponto Morto

A moto morria quando parada (ou quase) na descida, isto é, com a frente num nível mais baixo. O manual não traz a informação sobre como realizar o ajuste do ponto morto.

Ajustar o ponto morto tem reflexos no consumo e precisa ser feito com atenção, uma vez que é um veículo de transmissão automática, ou seja, quanto maior a aceleração, maior a força aplicada à roda. O ajuste precisa permitir que a moto permaneça parada num plano sem o auxílio dos freios.

Ajuste do Ponto-Morto (neutral engine adjust)

Coloque a moto sobre o seu cavalete central.












Eventualmente será uma boa idéia ajustar o ponto morto antes de levar a moto para a inspeção veicular ambiental (ControlAR)

Pedal de Partida - O Sacrifício

Desde o anúncio do modelo ha 2 anos atrás no "salão 2 rodas 2009", até a sua recente às concessionárias em Abril/2011, o projeto mudou. Neste artigo descrevo a remoção do "pedal de partida", ítem de extrema importância, pois evita que a moto tenha que ser resgatada/guinchada em caso de defeito na bateria ou do sistema de carga dela, algo relativamente comum. Está claro que essa mudança teve por objetivo baratear o produto final, sacrificando um componente relevante do conjunto.

Note que o próprio manual do proprietário traz a moto em sua versão anterior, isto é, tendo o pedal de partida - inclusive identificando-o.

Esse é um close do conjunto motor-transmissão no site da Kasinski em Abril/2011:



E essa é a visão do conjunto motor-transmissão da minha:



Além da ausência do pedal de partida, a tampa do sistema de transmissão automática é totalmente diferente.

Resta saber se a Kasinski Prima 150 realmente vêm com "motorização com tecnologia italiana, fruto da parceria Piaggio-Zongshen" conforme anunciado no site... sobre esta questão, uma pessoa que trabalha numa CC da Kasinski postou num forum um print da tabela de P/Ns de algumas peças do motor da Prima 150:



Ou seja, aparentemente a Scooter é realmente equipada com o mesmo motor e carburador que equipa a Vespa 150 - suspiro de alívio :-D

Mas qual? A "Vespa 150" tem esse nome desde a década de 60... alguns googles depois:



O motor da Kasinski Prima 150 parece idêntico ao da Piaggio Fly 150 - no caso da Fly 150 encontram-se fotos onde ela possui ou não o pedal de partida. Revisando o manual de serviço da Fly 150 vendida nos EUA, pude reparar que o mesmo motor, carburador e transmissão é utilizado nos 2 modelos. Piaggio Fly 150 e Vespa LX 150 também utilizam o mesmo motor, carburador e transmissão.